sexta-feira, 22 de junho de 2007

Tarde tranqüila


As crianças correm brincando na praça.

Sentindo no presente encantado

a liberdade da paisagem cantada

por risos infantis, pássaros diversos, instrumentos...

A tarde se desenrola formando um cordão

que amarra a pura delícia de um sonho.

As árvores movem-se

com cabelos de ventos transversais.

A arte envolve a mística duma igreja.

Aves sobrevoam o espaço

em direções opostas...

Quem sabe o dia que vai morrer?

Sinto a sombria leveza do tempo,

refeita numa canção sutil

como cair destas folhas

que perdem o galho da vida

para o nascimento de outras folhas.

Assim se perpetuará a correnteza do passado:

Sustentada por raízes

que morrerão num momento.

E quando a inexistência existir...

No futuro tudo será nada.

Mas compondo o vazio num cavalo alado,

galgarei as mais longínquas alturas,

em busca do deslizar das constelações

em cascatas siderais.

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