
As crianças correm brincando na praça.
Sentindo no presente encantado
a liberdade da paisagem cantada
por risos infantis, pássaros diversos, instrumentos...
A tarde se desenrola formando um cordão
que amarra a pura delícia de um sonho.
As árvores movem-se
com cabelos de ventos transversais.
A arte envolve a mística duma igreja.
Aves sobrevoam o espaço
em direções opostas...
Quem sabe o dia que vai morrer?
Sinto a sombria leveza do tempo,
refeita numa canção sutil
como cair destas folhas
que perdem o galho da vida
para o nascimento de outras folhas.
Assim se perpetuará a correnteza do passado:
Sustentada por raízes
que morrerão num momento.
E quando a inexistência existir...
No futuro tudo será nada.
Mas compondo o vazio num cavalo alado,
galgarei as mais longínquas alturas,
em busca do deslizar das constelações
em cascatas siderais.
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