
A fruta aberta na mesa.
O pássaro negro pousou.
Sentiu o íntimo da beleza
na borboleta que voou.
As pétalas definem a superfície do ventre
sob o fogo do ferro pulsante.
Na ausência da espera,
as migalhas caem no chão.
Sobre a mesa,
a bela saliência florescente do amor.
A borboleta contorna o céu azul,
toca na face da lua,
conduzida pelo aroma do intenso prazer.
A borboleta voa...
Voa para depois pousar
no pássaro negro penetrante da floresta.
Quando sente aquele suave toque,
acorda para entrar na casa cheirosa
que abriga a força da natureza.
Vitorioso pássaro negro...
Deflorou por um eterno instante
o molhado girassol na canção da vida.
O pássaro negro e a borboleta dançam.
Ambos se contorcem
em perfeitos movimentos.
Depois voam para bem longe
e se perdem juntos no infinito da liberdade.
Mas sem sair de cima da mesa.
Tudo acontece em cima da mesa.
A fruta aberta na mesa.
O pássaro negro pousou.
Sentiu o íntimo da beleza
na borboleta que voou.
Um comentário:
tuas caracteristicas são bem nteressantes,essa poesia por exemplo tem uma descrição incomparavel e romanticamente iniguelavel tanto uqanto a leveza bela de suas rimas.d+!!!!!!
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