sexta-feira, 22 de junho de 2007

A mesa


A fruta aberta na mesa.

O pássaro negro pousou.

Sentiu o íntimo da beleza

na borboleta que voou.

As pétalas definem a superfície do ventre

sob o fogo do ferro pulsante.

Na ausência da espera,

as migalhas caem no chão.

Sobre a mesa,

a bela saliência florescente do amor.

A borboleta contorna o céu azul,

toca na face da lua,

conduzida pelo aroma do intenso prazer.

A borboleta voa...

Voa para depois pousar

no pássaro negro penetrante da floresta.

Quando sente aquele suave toque,

acorda para entrar na casa cheirosa

que abriga a força da natureza.

Vitorioso pássaro negro...

Deflorou por um eterno instante

o molhado girassol na canção da vida.

O pássaro negro e a borboleta dançam.

Ambos se contorcem

em perfeitos movimentos.

Depois voam para bem longe

e se perdem juntos no infinito da liberdade.

Mas sem sair de cima da mesa.

Tudo acontece em cima da mesa.

A fruta aberta na mesa.

O pássaro negro pousou.

Sentiu o íntimo da beleza

na borboleta que voou.

Um comentário:

Unknown disse...

tuas caracteristicas são bem nteressantes,essa poesia por exemplo tem uma descrição incomparavel e romanticamente iniguelavel tanto uqanto a leveza bela de suas rimas.d+!!!!!!